Interromper aqui um pouquinho pra falar de relação virtual que tem um monte de gente me pedindo para ser escravo virtual e falta pouco pra eu começar a distribuir senha.

Depois eu volto lá para a história do K, que a história aqui entre eu e ele acabou de verdade mas vou terminar de postar o relato dele que eu achei bem legal.

Mas sobre relação virtual

Primeiro: eu cobro. Não vou colocar preço aqui porque realmente depende do sujeito, depende da conversa e depende do fetiche.

Se for uma sessão ao vivo tipo na cam, “mete o dedo no cuzinho, rebola pra mim”… bla bla bla… Não curto.

Tenho um escravo que topo esse tipo de sessão mas é uma pessoa especial demais e estamos juntos há muitos anos. Tem também o fato de que ele tem um monte de acessórios interessantes e está sempre inovando. Ai é bacana mesmo.

Quando eu falo em relacionamento virtual. Estou falando em um relacionamento sério D/s.

Significa que eu vou interferir no cotidiano da pessoa, salvo obviamente suas limitações. Dependendo de até onde se possa ir, posso decidir quando ele transa ou não, se almoça ou não, se sai com os amigos ou não.

É muito desgastante. E fica uma energia muito foda comigo. O caso de K se estivesse aqui, levava logo uns tapas e corrigia o passo. Mas não está. Daí fica eu aqui com uma raiva contida sem ter para onde desaguar.

E eu não gosto de desistir dessas relações facilmente porque são muito difíceis de se construir. Demora eu ter confiança de que o cara do outro lado tá de verdade fazendo o que mando. E acaba pela convivência diária num envolvimento também afetivo.

Quando estou vivenciando uma relação assim eu acabo fazendo parte mesmo da vida da pessoa, porque eu preciso saber tudo o que ela faz, com quem trepa, se trepa, com quem anda, como é sua rotina. Dai a pessoa precisa ser muito franca, muito sincera. Porque é dentro dos parâmetros que ela me dá que eu vou desenvolver a nossa história. Preciso conhecer as fronteiras, os limites…

Muito diferente de uma relação real como com Aline ou Roger e mesmo de relações pontuais que eu realmente preciso de poucos dados.

É uma relação que exige cuidado diário. E é um tempo precioso pra mim. Quando estou ali elaborando a relação com a pessoa, estou deixando de trabalhar nas minhas coisas. Eu tenho uma loja. Eu estudo. Eu tenho outros interesses. Outros escravos também.

Então para se tornar um escravo virtual você precisa ter essas coisas em mente. Pense nisso tudo antes de me abordar porque é outro tempo precioso para explicar tudo isso.

Com a saída definitiva de K, eu tenho uma vaga para uma relação virtual. Assim fico com 3 escravos virtuais que é um limite já estourado pra mim.