A coisa mais gostosa desse tempo de convivência de convivência com Aline, é o tempo que ganhamos para nos conhecer, para superar limites.
Tempo para rir, conversar…

E daí, cavando suas memórias fiquei pensando nas marcas que deixamos nos escravos.
Em suas narrativas, falando de outras Dommes, algumas muito bacanas outras nem tanto, fui entendendo que  lhe ficaram marcas definitivas. Algumas se tornaram traumas, outras lhe caíram muito bem e trouxeram para mim um escravo mais bem preparado.

Ele conta como algumas brincadeiras que para a Domme , muitas vezes, eram realmente apenas brincadeiras inconsequentes se tornaram para ele condicionamentos reais dos quais até hoje não consegue escapar.

Tempos atrás vivi uma história virtual com um escravo e minha meta era torná-lo casto. Era imprescindível para mim por conta do meio em que ele vive. Quem me acompanha sabe da minha possessividade e extrema necessidade de controle, então é claro que é a primeira meta em qualquer relacionamento.

Ele vivia em conflito e a relação não andava. Voltávamos sempre ao ponto de partida. Tentamos uns três modelos de cinto de castidade e fisicamente até íamos conseguindo algum sucesso, mas emocionalmente as coisas pareciam se complicar cada vez mais.

Finalmente, depois de meses, desisti da relação. E olha que eu sou insistente. É que chegou no meu limite. E no dele também. Não deu. Bye, bye, adeus.

Porém, recentemente ele passou a me procurar e dizer que estava impotente. Não me culpa diretamente. Sempre lhe foi colocado que isto poderia acontecer mas , pelo fato de ele nunca haver se entregado como eu penso que teria sido necessário, custo a crer que essa impotência tenha qualquer conexão com a nossa relação.

E então, voltando lá para esse escravo que está ficando aqui comigo esse dias e sobre as marcas que ele care. Será que aquelas brincadeiras com aquele outro , que pareceram leves para mim,  deixaram realmente pesadas marcas?

Pelo sim e pelo não, Roger não tem vontade de sair com mulheres mas tem ereções fortes quando está feminizado ou mesmo quando eu o provoco apertando alguns botões que sei que funcionam. O que aconteceu de verdade? Roger está preso a mim para sempre. Roger me adora. Dormiu no quarto ao lado e me acordou cedo com beijinhos carinhosos. Eu abraçava feliz meu novo brinquedo. Corno!

Será que isso é o encontro de almas gêmeas ou um condicionamento em anos de relacionamento?

Fiquei pensando mas acho que não quero saber a resposta. O que hoje para mim e apenas travessura se transformaria em um fardo pesado. Não quero. Sigo sem culpas e cada um que carregue o fardo de suas escolhas. Maior de idade? Vacinado? Consentiu livre e consciente?  Então, foda-se!

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