Diz que eu ando cansada e sem paciència. É. Eu ando.
E sabe, a esta altura do campeonato me dou esse direito.

Estou velha. Semana que vem faço 46 anos.

Há coisas que me irritam profundamente. Tipo alguem dizer que uma pessoa que diz que é BDSMista não é porque não faz isso ou aquilo. Pronto. Essa ai… Juro. Não aguento. Se digo que sou, então eu sou. Ah, não é liturgico então não é BDSM. Essa é de matar. Dai acham que eu é que não tenho paciencia pra explicar. Caraca. Falar a mesma coisa pela milésima vez. Só na DS tem 500 debates sobre esse tema. Custa ler? Custa?!!!

Ontem tentei entender o ponto de vista de uma pessoa que normalmente admiro. Pensei. Não, o cara é legal. Vou conversar. Vou tentar entender, vou tentar explicar, enfim. Não deve ser tão difícil. Mas, que nada, a conversa não saiu do lugar. Porque primeiro era preciso partir de um pressuposto. Porque ele criou lá uma teoria, amarrou tudo bem direitinho, até. Mas ele tá saindo da Bahia e eu to no Ceará. E ele quer que o mesmo mapa nos leve ao mesmo lugar.

Então eu ia lá atrás. Tinhamos que concordar com o mesmo ponto de partida. Uma hora eu disse: “Caro, eu sou sádica’.  E ele disse: “Ora, pensei que fosse uma Domme BDSM” . Como assim???

Fez lá uma confusão tão grande que lá pelas tantas, BDSM não tinha mais sadismo. Que sádico é o haniball. Desculpe, mas Já o exemplo é esquisito. Porque o Haniball é um psicopata, e tem muito mais coisa sobre ele do que o sadismo. Aliás, não lembro dele ser sádico.

Peguemos Sade então. Talvez seja o único exemplo possivel porque ele foi o primeiro a dizer que aquele negócio de torturar pessoas dava tesão.

Mas vá lá que fosse. A diferença entre nós dois é que eu sou uma pessoa equilibrada e reconheço desde sempre que preciso do consentimento do meu parceiro.

Mas enfim, não deu pé. A pessoa passou a fazer um longo monólogo com sua teoria que começava na Bahia, e não entendia de forma alguma que eu não estava partindo do mesmo ponto.

É preciso voltar mil vezes ao ponto de partida se as pessoas buscam entendimento de verdade. Não dá.

Em outro momento eu senti que ele confundia regras com liturgia.

Tentei abrir mas dai complicou de vez.

Então , eu não mais paciência. Ó, eu não tenho mais que ter paciência. Ja tive muita, ora.

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