E de parelheiros para a consolação.

Ah como é bom ser livre : )

Como eu disse antes, eu me organizei para participar de alguns eventos. EM BDSM, escolhi o Dominatrix por indicação de amigos de São Paulo. Vou falar ainda do Dominatrix mas antes tenho que dizer que acho lindo poder navegar entre o sagrado e o profano. Sair ali do Chá de Ayahuasca (que relatei aqui) para o Dominatrix…  A mim não causa espanto nem danos.

Eu simplesmente não faria qualquer coisa que contrariasse meus sentimentos, meu senso ético, meus princípios. Então em  tudo o que faço estou inteira.

Os BDSM vivem um estilo de vida diferente mas da mesma forma que outros pares há amor, há muito prazer, responsabilidade. O amor está em todo o lugar inclusive nas nossas masmorras.

E ainda especialmente a experiência com a Ayahuasca me levou a (re)conhecer a energia do amor. A gente vive pensando mesmo que não é amado. Bem que a Vicky falou que eu me sentia assim. Eu disse que não. Mas na verdade sim.

Aprendemos que o amor é substantivo abstrato. Que a gente não vê. Mas você pode ver se abrir bem os olhos. O amor tem cor, tem cheiro… O amor é morno, aconchegante.

Estava muito frio em São Paulo mas em todo lugar estive aconchegada, com todo mundo preocupado se eu estava bem quentinha. E acho que aqui também fazemos isso uns pelos outros.  Eu só preciso passar a reconhecer que há amor.

Num tempo de tanta solidão, é preciso reconhecer que ele está por ai. Que em todo momento alguém tem por nós um bom pensamento.

Nossa, vivi cachoeiras de amor !!
Vivi cachoeiras. Me deixei levar.

A maioria de nós sabe dar muito amor. (Isso sei de mim e dos meus.)
Mas a gente as vezes não sabe receber.
Receber amor é um aprendizado.

Reconhecer que ele está no mundo.
Que é mentira que só você é capaz de amar.
Que é mentira que amar dói.
Amor, afinal, é tão bom que talvez se doeu é porque nem era amor.