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Muitas pessoas me procuram para pedir conselhos sobre como  montar uma loja de produtos eróticos. Não é nada complicado mas é bom conhecer um pouco mais sobre o seguimento  e trabalhar com expectativas reais.

Algumas pessoas querem abrir uma loja porque acham muito charmoso. Outras acreditam que é um negócio milionário.

Charmoso? É sim! Eu acho! Em alguns momentos você vai precisar de fôlego para responder perguntas em uma roda de amigos. As pessoas sempre têm muita curiosidade sobre esse tema.  Sexualidade é um tema vivo e apaixonante.

Mas não é sempre assim.  Você vai lidar com preconceito muitas vezes. Primeiro o preconceito entre familiares, amigos. Acontece e você pode enfrentar isso apenas mostrando seriedade na condução do negócio. As pessoas acabam compreendendo e respeitando.

Mas o preconceito mais complicado é de parte de algumas empresas que não desejam você como parceiro. Você sabia por exemplo que a Redecard  não credencia lojas que vendem produtos eróticos?  Pois é! No nosso caso, houve um  erro na documentação e  eles haviam aceitado o credenciamento  mas de repente suspenderam o cadastro. A máquina foi retirada da empresa sem nenhum aviso prévio.   Hoje, depois de meses, tentei falar com eles novamente e a mocinha do atendimento foi categórica:  “A Redecard não trabalha com empresas de produtos eróticos”.

A Redecard administra o Hipercard por isso não está disponível na loja. Trabalhamos com a Cielo administradora do Visa, Mastercard, Dinners e Elo.

O Banco Itaú e o Bradesco recusaram também anos atrás o seguro da loja e o Itaú não permitiu disponibilizar aos clientes da internet o sistema  Shopline Itaú.

A questão com a Redecard é atual mas quanto ao Itaú, isso aconteceu há mais de 10 anos.   Possível que já tenham revisto essa posição. A Cielo mesmo mudou de postura com o passar dos anos. O Visa também no começo não aceitava.

Pois é. Isso acontece. E a sensação é péssima. Afinal, são empresas que estão pré-julgando nossos clientes e estão tentando controlar a forma que devem dispor de seus recursos.  Além disso, em relação por exemplo ao Itaú, há uma grande contradição pois aceita trabalhar com a conta da loja mas não aceita que seu nome apareça como parceiro. Complicado, né?

Quanto a ganhar muito dinheiro… Acho que sim desde que se entenda que os ganhos são proporcionais aos investimentos como em qualquer negócio. A margem de lucro é a mesma de qualquer comércio. Muitos anos atrás você tinha um perfil de consumidor cujo maior desafio era “entrar” na loja. Uma vez lá dentro, ele comprava sem questionar preço e por isso algumas empresas chegavam a trabalhar com margem de 400  e até 500%  !! Isso acontecia há mais de 20 anos. Hoje não. Há milhões de lojas e o cliente faz pesquisas pelo telefone, pessoalmente ou pela internet.  Então você pode até tentar trabalhar com uma margem alta mas há uma grande chance da concorrência te engolir.

A concorrência nesse setor é bastante complicada. Merece até uma postagem especial porque você não concorre apenas com outros lojistas, mas também com sacoleiras, lojas virtuais (como é hoje o modelo da Via Libido) e pior: você muitas vezes vai concorrer com o próprio fabricante que trabalha no varejo e no atacado diminuindo absurdamente a  margem para o lojista.

Alguns fabricantes fazem parecer que é mágica e que basta você comprar um monte de produtos, abrir uma porta e um monte de dinheiro aparece na sua conta bancária. Não.  Não é assim que funciona.  Pensar assim não daria certo em negócio algum , menos ainda em um comércio tão específico como este.

Pode sonhar mas fique com os pés bem firmes no chão.

Em outro post falarei sobre o perfil das pessoas envolvidas nesse negócio.  Posturas, visão de mundo. Se você acha que sexo é coisa do outro mundo vale a pena repensar se este é o negócio certo para você.

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