“Quero ter o controle sobre seu orgasmo”.
Bufo! Um silêncio. Falha na conexão?
Eu disse que quero ter controle sobre seus orgasmos.
Ok?

Diga que sim. Que aceita que eu controle.

Ele pensa. Prometeu nunca mentir.
Se disser sim, ficará para sempre.
Se disser não, partirá para sempre.

“Não. Muito cedo para eu me entregar tanto assim”
Levanta-se decidido. Um passo e um nó na garganta.
“Nunca mais” é muito tempo.

por fim, herói ao acaso, decide pela verdade.
Fala sobre os sentires, medos, futuro.
Ela vai ficando leve. Porque ela gosta sempre da verdade.

Enquanto flutua, explica: não pode jamais pensar em mim como um fardo.

Ele se emociona. Ela sempre o emociona.
É o demônio pra emocionar a gente.
Um fardo? Jamais será um fardo.

Mas ainda de si para si  confessa envergonhado: “é pesado”.

Ela ´inda agora na sua frente. Rindo.
E no instante depois já desamarra lentamente os nós.

Não é como das outras vezes. É a última vez.
Talvez…

Dói.

Dói muito mais tirar a coleira. Nunca o couro feriu daquela maneira.
Sente como se houvesse formado riscos profundos na pele. Queima.
Tinha aquele carinho no final. Suas mãos úmidas.

Ele tonteia. Ela ri.
Faz de conta, meu bem.
Só por hoje!

 

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