Em tempo de movimentos feministas radicais era de se supor que em algum momento Valerie Solanas seria lembrada.
Encontrei um site com o SCUM Manifesto. Não vou linkar porque não quero um bando de radfem me enchendo a paciência por aqui.  (Procure no Google)

Nem vou falar sobre feminismo. Minha posição está clara nesse post e por agora, não vai mudar.

O que tenho visto não é sobre igualdade, é sobre dividir, destruir. E FemDom não pode discursar sobre feminismo porque FemDom não é sexista. E ao contrário do que se pensa há muitas dominadoras que ainda carregam lastros de submissão cultural e muitos submissos incrivelmente machistas.

Conheço dominadoras que estão apenas servindo aos companheiros que desejavam ser “dominados”. É um faz de conta. Também conheço dominadoras que escondem sua vida dupla do marido. Muitos submissos que pagam para lavar a louça na minha casa mas que não tiram uma cueca do chão na casa deles.

Muitos. Muitas.

É preciso ter em mente que os papéis são escolhidos em FemDom. E a escolha é puramente sexual. A posição que mais nos agrada sexualmente. Nada mais. Não é político.

Bem, mas voltando ao SCUM… Entre outras coisas que se pode destacar sobre Valerie Solanas está a tentativa de assassinar Andy Warhol em 68, por conta de um impasse financeiro.  E a partir disso, a publicação do Manifesto e o apoio ou repúdio de vários movimentos feministas da época.

Sem ofender, para mim o SCUM Manifesto é uma leitura deliciosamente erótica.

“Todo homem sabe, no fundo, que é só um pedaço de merda desprezível. Dominado por uma sensação de bestialidade que lhe envergonha profundamente; deseja não expressar a si mesmo, mas ocultar dos outros seu ser exclusivamente físico, seu egocentrismo total, o ódio e o desprezo que sente pelos outros homens e que suspeita que os outros homens sentem por ele. Dada a constituição muito grosseira de seu sistema nervoso, facilmente suscetível de ressentir-se pela menor demonstração de emoção ou de sentimento, o macho se protege com a ajuda de um código social perfeitamente insípido, sem a mancha do mais leve traço de sentimentos ou de opiniões perturbadoras. Utiliza termos como “copular”, “contato sexual”, “ter relações” (para os homens, dizer relações sexuais é uma redundância), e os reveste com maneirismos afetados: o terno no macaco.

Na extinta Femdom Brasil no Yahoogroups,  uma vez,  obrigamos vários homens a fazer o discurso da Merda apenas para nosso deleite.

Para ajudar os homens nessa tarefa, o SCUM realizará Sessões de Merda,nas quais todos os machos presentes farão um discurso que começa com a frase: “Sou um cocô, um humilde cocô abjeto” e depois enumerarão todos os sentidos em que são um cocô. Seu prêmio por fazerem isso será a oportunidade de, depois da sessão, confraternizar por uma hora inteirinha com o SCUM que estiver presente.”

Claro que Dominadoras mais maduras acabam educando os homens, sim. Somos transformadoras, sim. Colaboramos bastante com o feminismo,  mas sempre, sem perder de vista que FemDom é apenas um jogo erótico de troca de poder.

Se Valerie contribuiu ou não para as pautas do feminismo, só o tempo dirá. Talvez do exagerado ódio de Valerie se tire alguma força, alguma gana que, em algum momento, toda mulher precisa.

Mate seu estuprador.
É o que eu penso.

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