Um amigo abriu um tópico na minha comunidade do Orkut de perguntas e respostas. Tá gostoso então eu vou colar aqui. Na verdade, foi uma surpresa pra mim porque eu meio já abandonei aquela comunidade. Omiti os nomes dos perguntadores em respeito a eles já que a comunidade lá é fechada.

Bom, como um grande admirador de fisting e etc, gostaria de inaugurar esse tópico para tirar algumas dúvidas das pessoas, e muitas dúvidas minhas… rsrsrs! gostaria de saber se é muito demorado a preparação de um fisting, e se sozinho é muito mais complicado, pois estou quase mas sempre em determinado momento complica!

Olha, sobre fisting. Eu tive umas poucas experiências com fisting. Foi rápido na primeira vez : o “fistado” já tinha muita prática. Praticamente foi ele quem conduziu minha mão. Foi maravilhoso. A sensação foi de estar literalmente revirando o outro. Foi muito impressionante.

Nas outras vezes foi tudo mais lento. Eu sou sempre cautelosa com essas coisas. Gosto de ir devagar mesmo. Principalmente se a pessoa não tem muita experiência, então aí vou mais devagar, gradativamente. Tem muito a ver com respiração e relaxamento.

Preciso que a pessoa esteja relaxada e permita sem pressão o fisting. Pode ser ir bem mais longe em cada sessão se o submisso demonstra que também deseja a prática, além de simplesmente permití-la. Mas se ele reluta, se sente medo, então vou mais devagar mesmo. Começa brincando com os dedos, depois pênis de borracha…

Tem escravo que chora muito. Quer fazer, mas reclama demais na hora. Eu acho que meu punho é muito magro e não tem porque fazer tanto escândalo. Mas, paciência, eles adoram dramatizar.

Não exijo essa prática dos meus escravos mas muito me agrada quando acontece.

Tenho lido o seu blog. :-))
Em outra ocasião a Sra falou sobre a sensação “zen” que o spanking lhe proporciona, como o pintor e sua tela no momento da criação.
Sobre o fisting a sra fala na sensação de estar revirando o outro .
Poderia traçar um paralelo entre estes dois momentos?

O meu barato é possuir, e usar, controlar, submeter. Costumo dizer que me encaixo em quase todas as práticas desde que sinta que tenho a posse do outro. Todas as práticas que permitam invasão e que eu sinta que aquilo na minha frente é apenas um corpo. E que eu faço o que quiser com aquele corpo.

Quanto mais permissões para usar o corpo, mais prazer eu sinto. Todas elas. Se é pra faze-lo de privada, se é para açoitá-lo, se é para usar velas. Eu quero o corpo ali disponível. Meu tesão passa por ai.

O que te sacia numa cena?

Assim, qdo tortura.. porque a Senhora para? O que leva a Senhora a por fim a uma cena, o que te diz: “agora estou satisfeita, cheguei no meu objetivo”?

(não estou falando em safes ok? estou falando na sua satisfação como sádica)

Eu busco o orgasmo. BDSM pra mim é sexo. Sexo mesmo, feito pra gozar. Mas nem sempre acontece na cena. As vezes, somente muito depois dela, já sozinha, lembrando. Na verdade, é preciso lembrar a safe. ou qualquer outro motivo que exija interromper a cena.

Porque as vezes o meu desejo é, mesmo depois de cansada do jogo, amarrar meu escravo a um canto e continuar naquele estado meio orgásmico. Muito excitada, úmida. Eu poderia passar uma vida inteira assim, rs.

Nem sempre eu confio nos meus parceiros ao ponto de gozar com eles, então, embora fique muito excitada, eu interrompo a cena, mando ele embora, e depois vou terminar com outro escravo em quem confie.

O orgasmo tem um lado de perda de controle e eu fico cautelosa. Acho que meu orgasmo é um prêmio mesmo para o escravo. Preciso que ele me transmita muita confiança. E e mais gostoso quando acontece.

Mas é absolutamente mental. Mas ainda é sexo mesmo que eu não goste de penetração, por exemplo, e mesmo que me levar ao gozo não seja tão simples nem tão óbvio como na maioria das relações. Exijo um desdobramento ainda maior do escravo.

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