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As pessoas se encontram e passam…
Muito tempo que não tenho notícia da Helga.
Nós nos desencontramos em algum momento e nunca mais nos falamos.
Anos atrás eu atendi uma cliente na loja que até hoje eu viajo que era a Helga.
Ela se afastou acho que de tudo referente a BDSM.
Mas essa cliente era toda a Helga e eu fico pensando se ela me fez uma visita anônima.
Era uma mulher, uma senhora, esbelta num salto alto.
Elegantona.
Os cabelos da Helga.
Sou péssima fisionomista.
E sempre penso.. caraca, era a Helga!
Não é estranho pra mim ela fazer algo assim.
Uma pessoa muito livre.
Uma gatona!
Depois penso se nada a ver, se ela esta bem.
As pessoas param de existir no seu universo de repente.
Não foram banidas, não foram feridas.
Mas a gente se desencontra e ficam as memórias que construímos.
Eu gosto de voltar para os momentos bacanas, os risos.
Em uma das vezes que estive em São Paulo, nos reunimos na casa da Taninha.
A Helga tentando me ensinar a usar chicote longo.
Muita risada.
Jamais aprendi.
Aliás é o terror pra mim porque eu me enrosco toda e acaba eu apanhando de mim.
Depois o julgamento.
Nos reunimos na casa da Ursula.
Ursula era muito engraçada.
De tudo fazia piada.
E foi risada também a noite toda.
A Helga era a juíza.
Eu levei as minhas demandas.
Queixei-me do Roger não ter ido comigo e eu detesto viajar sozinha.
Estava muito chateada porque ele cancelou na última hora.
Não lembro que punição ele recebeu para cumprir quando eu retornasse de São Paulo, mas pra ele só o fato de todo mundo saber que pisou na bola já é um grande sofrimento pra ele.
Foi muito legal!
A Ursula fazendo palhaçada e a Helga , toda séria de Juíza, tentando focar no julgamento.
Lembro só da Naila e da Ùrsula.
E tava o Zepierre e o Siervo
Era um tempo tão gostoso…
Lindas lembranças.
Muita gente daquela época eu não faço a menor ideia de como estão, por onde andam.
Acho que foi um momento mágico pra todos nós e nunca mais vai se repetir.
Eu sempre nos mesmos lugares da web.
Aqui no blog, no face.
Sempre com o mesmo nick.
Sempre na mesma empresa.
Sou a pessoa sentada no café da esquina.
E as pessoas passam.
As pessoas se encontram e passam.
Tenho inveja do seu talento pra escrever. Dá vontade de roubar o texto pra mim.
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Ah que delicia!! Obrigada pelo carinho!
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